Ainda não consegui fazer filosofia, versos, ou colar retratos aqui.
(Source: cidade-fria)
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
“bar
”
o doloroso sulco lábio-nasal junto à garrafa morta…
a cor do invisível – quintana, m. [p.98]